Mudança de hábitos, como? Mas porquê mudar, eu não sou perfeito?

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Imagem: Pexels

Hábitos, vamos falar deles? Como eles se formam e como podemos mudar esses hábitos! Você gosta de seus hábitos?


Olá, galera!

É com muito prazer que estou aqui para contribuir com o Portal Sucesso Jovem!

Desafio aceito, após convite do William Meller, faço aqui minha primeira publicação, falando de hábitos, como se formam, como nos influenciam e como podemos mudar.

Hábito, conforme dicionário “ação que se repete com frequência e regularidade; comportamento que alguém aprende e repete frequentemente“.

Um dito popular famoso “você é o que você come”. Normalmente este ditado é usado para referenciar que se está acima do peso, ou seja, que tem o hábito de se alimentar de forma errada que leva a estar acima do peso.

Na FIGURA 1 podemos observar o fluxo de formação de hábitos, cientificamente falando.

Como se Formam os Hábitos

FIGURA 1 – Como se Formam os Hábitos

Procurando traduzir ou entender o resultado disso, hábitos podem ou são:

  • São como serviços e você tem um contrato com eles;
  • Podem determinar o seu sucesso ou fracasso;
  • Definem se você vai empreender ou prestar serviços;
  • Contribuem para você viver por mais tempo ou morrer mais cedo;
  • Ser sua força de trabalho;
  • Boa parte de nossas virtudes ou defeitos está relacionada aos hábitos;
  • São atos conscientes logo, passíveis de mudança.

Você deve estar pensando, conceito legal, entendi, parece fácil mudar!

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Ter autoconhecimento é assunto para outra publicação, mas é fundamental se conhecer, fazendo uma análise de si mesmo, dos seus resultados, pegar feedbacks sobre você mesmo com outras pessoas e, principalmente, estar plenamente disposto a mudar um hábito para ter resultados melhores, sejam pessoais ou profissionais! Identificado o que mudar, é possível “reprogramar” seu cérebro para isso, mas como? Eis a questão!

Conforme pesquisa da University College de Londres, para quebrar ou criar um hábito são necessários 66 dias, em média, dependerá da complexidade.

O hábito é executado a partir de uma sequência inconsciente de 3 etapas (EPOCA, 2012)

  • o “gatilho” que desencadeia o hábito. É o sinal a ser compreendido para planejar a mudança;
  • a “rotina”, que é o hábito propriamente dito, sendo executado;
  • a “recompensa”, o que ganhamos em troca ao executar o hábito.

Considerando estas 3 premissas e estando cientes delas, é possível se preparar para reprogramar o cérebro para mudar um hábito.

A parte do cérebro responsável por promover esta mudança é o “lobo fontral”. É praticamente um processo, usa-se o “lobo frontal” para aprender a mudar, vai-se exercitando, como diz a University College de Londres, por 66 dias em média, a parte reptiliana do seu cérebro passa a entender esta rotina como um hábito e absorve, mas aviso, vai doer, sempre dói, a parte reptiliana do cérebro é bem teimosa e fará de tudo para te persuadir a desistir.

Na FIGURA 2 lhes apresento dicas, em forma de processo, que podem ajudar a mudar hábitos:

Dicas para Mudar Hábitos

FIGURA 2 – Dicas para Mudar Hábitos

Muitos conceitos, já está doendo o meu cérebro preguiçoso. Certo, vamos usar uns exemplos práticos.

Tenho o hábito de tomar café após o almoço e gostaria de mudar isso. Lembre-se, “gatilho”, “hábito” e “recompensa”. O gatilho é “terminei o almoço, hora de tomar um café e conversar com a galera, socializar”. O hábito, como dito é “tomar o café”.

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A recompensa, inconscientemente, pode estar relacionado à adrenalina, a estar mais ligado, mas de fato, descobri que o que mais me deixa bem com este hábito é conversar com a galera, falar de assuntos gerais, do futebol (nem sempre, depende dos resultados), falar de coisas boas que acontecem, enfim, socializar.

Contudo, isso está tão gravado na parte reptiliana do meu cérebro que não consigo imaginar conversar sem tomar um café. Seguindo as dicas que dei:

  1. Identifiquei o hábito, quero parar de tomar café depois do almoço;
  2. Solução possível, quem sabe eu tomo uma água no lugar, vou tentar, por 66 dias pelo menos, foi isso que aprendi;
  3. Anunciarei, vou avisar toda a galera que estou querendo parar com o café! Com certeza, não vão mais me deixar pegar, vão me apoiar, vão me alertar “Schumacher, pega a água, depois vem conversar”;
  4. Registrarei o progresso, a cada semana vou dizer aos amigos, consegui ficar “X” dias sem tomar café depois do almoço, estou evoluindo;
  5. Não desanimarei, vou insistir, como eu disse, meu amigos vão me incentivar, vamos lá!!!

Pessoal, foi um exemplo simples, mas pensem em tudo que poderia ser aplicado. Reflitam, busquem o autoconhecimento e para quem precisa, exercite a mudança, seja melhor consigo mesmo. A mudança só depende de você!

“Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito” Aristóteles

Espero que tenham gostado! Grande abraço!


Bibliografia
ÉPOCA. 2012. Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/noticia/2012/09/ciencia-mostra-como-mudar-habitos-ruins.html>. Acesso em: 04 ago. 2015.

Quem escreveu

Marcelo Schumacher
Marcelo Schumacher

Marcelo Schumacher é MBA e especialista em Gestão de Projetos, Coach e Coordenador de Projetos de uma multinacional de software.

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