Como ter uma boa convivência no ambiente corporativo

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As pessoas ao seu redor forma o ambiente em que você vive. Confira algumas dicas para se sair melhor nesse ecossistema e não apenas sobreviver.


A velha frase tão conhecida, escrita por Dom Vito Carleone – mantenha seus amigos próximos e seus inimigos mais próximos ainda – é, na verdade, um manual de como viver em sociedade, principalmente para quem atua em ambientes corporativos onde há necessidade de se relacionar com pessoas das mais variadas classes sociais, orientações políticas e religiosas e por aí vai.

Bem sabemos que as pessoas, de um modo geral, possuem características individuais e nem sempre as aparências denotam quem de fato elas realmente são. É com o passar do tempo que percebemos quão maldosas algumas demonstram ser e a capacidade de realizarem suas proezas, que muitas vezes machucam e nos deixam entristecidos.

Não é incomum haver traições daqueles em quem mais confiamos. A falsidade soa pelo ar.

Diante desse breve relato, podemos extrair que a frase do título deste texto quer nos repassar a seguinte ideia: que nós não devemos, em hipótese alguma, nos afastar dos verdadeiros amigos. O contrário. As verdadeiras amizades, por óbvio, devem ser cultivadas e mantidas. O autor da frase quis nos dar uma opção de como lidar com aqueles que se fazem de amigos. Nem sempre aquele que não é nosso amigo é nosso inimigo. Com estas pessoas o tratamento deve ser o mesmo. Os inimigos devemos tratar como amigo, de forma cordial e educada, mantendo, na medida do possível, o mesmo tratamento dado aos amigos.

Esse tratamento, que deve ser dado aos inimigos, além de ser um dos dez mandamentos, se faz necessário para que não tenhamos de conviver em pé-de-guerra a ponto de passarmos a maior parte do tempo naquele clima do quem pode mais chora menos.

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O conflito nunca é saudável. Ainda que seja necessário conflitar. As vezes aprendemos da pior forma. O após é muito doloroso e faz, muitas vezes, nos arrependermos de coisas que jamais voltarão ao status quo, seja uma palavra dita no calor das discussões, uma demissão, uma traição ou até mesmo o cometimento de algum crime, na pior das hipóteses. A ação não retroage. O que vem depois é só o lamento e as consequências. O perdão é uma opção que te deixará quite com sua consciência.

O imortal Sun Tuz já dizia em seu livro – Arte da Guerra – que “a habilidade de alcançar a vitória mudando e adaptando-se de acordo com o inimigo é chamada de genialidade”, então, fazendo uma comparação à nossa atualidade quanto aos conflitos diários, devemos ser gênios a ponto de identificar as características daquelas pessoas que nos cercam no dia-a-dia, isto é, saber lidar com nossos superiores, amigos de trabalho, vizinhos, subordinados, membros da família. Ainda que identificados como inimigos, devemos “fazer de conta” que acreditamos em tudo o que falam e mantê-los bem de perto, mesmo que no sentido figurado. Digladiar com palavras outras ações? Nem pensar! Não vale a pena.

Agindo assim, só resta a certeza de que as pessoas, sejam elas amigas ou não, terão uma visão diferente quando o assunto for você. Consequentemente, você terá tudo, o quase tudo o que desejar, por onde quer que esteja, sem passar aquela ideia de ser falso. É um desafio a ser treinado. Comece hoje esse treino de ser uma pessoa melhor.

Cultive os amigos e cative os inimigos e muito sucesso, Jovem!

Sobre o autor

Marcos Rodrigues
Marcos Rodrigues

Empresário e administrador. Formado em Direito e pós-graduado em Direito Previdenciário pela Faculdade Damásio/SP. É atuante nas redes sociais, onde escreve artigos jurídicos, contemporâneos e sobre política

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